Histórico

          O ano era 1960. Durante os preparativos à campanha ao governo do Estado, Celso Ramos idealizou e dirigiu o primeiro Seminário Socioeconômico de Santa Catarina que tinha como objetivo o levantamento dos problemas sentidos pelo povo catarinense e propor as soluções convenientes.
          Três mil questionários foram distribuídos, preenchidos e analisados, 2.000 contatos pessoais foram feitos com líderes municipais, 23 reuniões com mais de 3.000 participantes e um encontro final com mais de 700 pessoas representativas de todo o Estado deram, ao então candidato, uma autêntica radiografia do Estado.
          Celso Ramos vence as eleições para governo do Estado no pleito de 03 de setembro de 1950, iniciando seu exercício em 31 de janeiro de 1961.
          O Seminário Socioeconômico de Santa Catarina executado na campanha eleitoral resultou na criação de um documento de problemas, reivindicações e soluções denominado PLAMEG (Plano de Metas do Governo). Este, por sua vez, abrangia três setores: o primeiro dizia respeito a melhorias nas condições de vida, o segundo a melhorias no meio ambiente e o terceiro a expansão econômica. Na área da saúde previa, entre outras, a ampliação do número de leitos hospitalares para atender a comunidade carente.
          Assim, em 21 de julho de 1961, por decreto governamental, o Sr. Celso Ramos, governador do Estado recém-eleito, atribui ao Montepio dos Funcionários Públicos do Estado a função de construir e manter um estabelecimento hospitalar destinado a atender os servidores públicos estaduais. Para a planificação e supervisão da construção do hospital foi constituída uma comissão formada pelos seguintes membros: Dr. Haroldo Pederneiras — engenheiro, Dr. Heitor de Alencar Guimarães Filho — advogado, Dr. Fernando Osvaldo de Oliveira — médico e Diretor do Departamento de Saúde Pública, Sr. Antônio Miroski contador e três servidores públicos estaduais com mais de dez anos de serviços prestados ao Estado indicados pela Associação dos Servidores Públicos do Estado de Santa Catarina. Esta, por sua vez, em 02 de agosto de 1961, elencou os médicos Drs. Walmor de Oliveira e Paulo Fontes e o contador Waldir Macuco, Diretor do Tesouro. Estava, pois, formada a Comissão para supervisão da construção da obra. A Comissão convidou o arquiteto Walmy Bittencourt para elaborar o projeto do edifício eeste, em vista do volume de trabalho, estendeu o convite ao arquiteto Moisés Lyz, Para a organização médico hospitalar os principais consultores foram os Drs. Fernando de Oliveira e Juarez de Queirós Carnpos.
          Em 04 de agosto de 1961 esta Comissão se reúne e a partida foi dada.
          Em 05 de outubro de 1962 no jornal "O ESTADO", importante veículo de comunicação à época, estampa-se a seguinte manchete: "HOSPITAL DOS SERVIDORES TEM INÍCIO — Empreendimento de vulto atenderá à numerosa classe de funcionários civis e militares". Neste mesmo mês e jornal, o diretor presidente do Montepio publica nota convidando os funcionários públicos para, no dia 27, sábado, às 11 horas, assistirem a solenidade de início da construção do Hospital dos Servidores. Naquele dia, o governador Celso Ramos lança a pedra fundamental.

          Em agosto de 1963, sob a direção do engenheiro Olavo Fontana Arantes, 130 operários trabalhavam diariamente já tendo terminado os serviços de estaqueamento e estando para terminar os grandes blocos da fundação. As obras mantinham ritmo acelerado. Estavam previstos 15.000 metros quadrados de área construída distribuídas em 11 pavimentos e, na época, tido como maior empreendimento do setor no sul do País.
          Quase quatro anos depois do início, em 28 de janeiro de 1966, o mesmo jornal estampa manchete anunciando o término das obras e em 30 de janeiro de 1966, ao fim do governo, dá-se a inauguração do hospital. A manchete foi "CELSO DEIXA GOVERNO E HOSPITAL PARA SERVIDORES". Ao governador que o sucedeu, Dr. Ivo Silveira, coube a tarefa de equipá-lo.
          Em 02 de fevereiro de 1966 entrava em vigor a Lei ne 3.794, de projeto do deputado Nelson Pedrini, que no seu art. 1-9 dizia: "fica denominado GOVERNADOR CELSO RAMOS o Hospital dos Servidores Públicos do Estado". Uma justa homenagem ao seu patrono e que também construiu o Hospital infantil Edith Gama Ramos - nome de sua esposa (anexo à Maternidade Carmela Dutra), e que se tornaria, anos depois, no Hospital Infantil Joana de Gusmão.
          Atualmente o Hospital Governador Celso Ramos continua e continuará a cumprir a missão à que foi destinado recuperando a saúde dos catarinenses, sonho de seu idealizados que se mantém em realidade graças aos esforços de todos seus colaboradores.
Fonte: Ricardo FantazziniRussi.